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O Casarão

Local? Belo Horizonte. Rua Juiz de Fora, 1230B. Alguns lances de escada para se ver a cena. Muitas facas sobre a mesa. Algo vermelho e com um cheiro característico. Um burburinho de vozes indecifráveis. Barulho de copos….

Muitos Peritos Criminais lá. O Papa da Criminalística, Tininho, presente! Outros, igualmente aposentados, também, foram; alguns da ativa, mais antigos no trabalho, outros mais recentemente integrando a profissão.

Calma!! Muita tranquilidade nesta crônica! É só o belíssimo encontro que foi concretizado na noite de lançamento do meu primeiro livro de contos policiais: “Onde só há noite”!! As facas sobre as mesas ali estavam para bem atender à clientela na hora de ser degustado o enorme “burguer” servido com extrema cordialidade e profissionalismo pela equipe da noite memorável. Ah! O vermelho? Claro que é só o “ketchup”! Rs.

Além dos diversos ex-colegas da época da perícia, também estiveram presentes pessoas queridas de minhas demais áreas de atuação. Mas, antes de falar destas, quero dar destaque especial para minha amiga desde os meus 18 anos, companheira de trabalho, de produção acadêmica – temos um livro e artigo escritos juntas -, a qual se deslocou de Cordisburgo-MG, para estar comigo no lançamento. Aproveito para destacar o sacrifício que representou para ela subir todos os lances de escada de “O Casarão Burguer”. Mas ela foi! Se fez presente e comprou livros para presentear; não um, mas quatro! Isso mesmo! Gratidão!

Ainda sobre os degraus a serem enfrentados, também foram um desafio para minha amiga, que é primeiramente amiga de minha irmã, que mora nos EUA, onde eu fiquei conhecendo essa pessoa maravilhosa. Tão maravilhosa que enfrentou a dificuldade de subir todos aqueles degraus para me ver, receber seu livro – adquirido previamente e já com a dedicatória – e, após a tradicional foto (que ainda vou compartilhar com ela), foi embora com a certeza de ter sido, uma vez mais, acima de tudo, amiga! Aproveitei para entregar a ela um presente em atraso (natalino!). Gratidão!

Também estiveram presentes os que foram os privilegiados por receberem o livro um dia após a chegada das caixas vindas diretamente de São Paulo: meus ex-colegas do curso de Direito, entre os quais, dois também companheiros dos trabalhos criminalísticos! Posso e me atrevo a dizer, que foram os três “M” para os quais eu tive o privilégio de colocar a segunda dedicatória, com meu agradecimento por terem ido me prestigiar e, claro, relataram – os três – sobre a experiência de leitura, a qual, devo ressaltar, mostrou-se positiva para todos eles. Pelo menos, foi o que me relataram e eu acredito neles! Houve, inclusive, uma informação sobre provável futuro comentário (resenha?) sobre essa minha obra em alguma fonte de repercussão. Torço para que isso aconteça realmente. Nada como um incentivo midiático também! Gratidão!

Amigos de perto, amigos de longe e, principalmente, família! Ah! Essa tem que estar presente nestes momentos tão importantes na vida da gente! Meu irmão e a companheira dele ajudaram a carregar caixas de livros e outros apetrechos para a montagem no espaço (magnífico) de “O Casarão Burguer”! Chegamos mais cedo, sobretudo para evitarmos atrasos que poderiam ocorrer caso pegássemos o trânsito do horário mais caótico na cidade. Meu irmão, além de fazer o Uber, gratuitamente, acabou saindo sem receber de mim um exemplar do meu livro! Pode? Faltou, de minha parte, gratidão!

Meu sobrinho (lindo!), foi, pela segunda vez, meu “fotógrafo oficial”, posando com a câmera Nikon entre as mãos, mas seguramente dependurada no pescoço. Fez fotos desde a chegada da minha primeira convidada, diretamente de Nova Lima, mais precisamente, a criadora da Academia Nova-Limense! Meu sobrinho e sua lindíssima esposa só foram embora depois que o horário para a chegada dos convidados já havia expirado. Após sua saída, poucas fotos foram feitas, as quais contaram com o apoio de celulares e, também, com mãos beninenses que se empenharam em comparecer ao evento, mesmo após um dia exaustivo de trabalho junto à Aliança Francesa! Gratidão a ambos os fotógrafos da vez!

Também exausta chegou a minha primeira convidada, mas não apenas ela e alguns professores, diretamente das respectivas salas de aula! Igualmente algumas estudantes de doutorado, conhecidas e uma até então desconhecida, as quais gentilmente ali compareceram para me prestigiarem. Gratidão!

Escritores? Estes não faltaram! Primeiro chegou uma que parece uma menininha, acompanhada da zelosa e amorosa mãe! Somente o porte e os ares são de menininha, porque essa escritora fantástica, que escreve demais, é uma gigante das Letras! Até uma trilogia magnífica ela tem e eu já tive o privilégio não apenas de ler, como também de fazer a apresentação dessa obra e ainda de outra da lavra dela, no programa on-line Infortec Lança, do grupo de pesquisa do qual faço parte junto ao Cefet-MG. Gratidão!

Além dessa jovem promissora para os futuros prêmios Jabuti, também estiveram ali comigo nesta noite incrível, o poeta e escritor amigo de longa data, acompanhado do jornalista e doutorando amigo meu recente e, também, de outro escritor, amigo de longa data e que, curiosamente, reencontrei no sábado próximo passado, oportunidade em que era este último quem lançava um livro de poesias, que já li, inclusive! Gratidão!

Como foi uma reunião ímpar na minha vida e experiência em áreas distintas, contei com a agradável e feliz surpresa de ter minha vizinha e a filha dela, presentes ao lançamento! A mãe, foi amiga da minha, por longos anos; a filha, mesmo estando em tratamento médico, fez o esforço de sair do quarto para estar comigo! Gratidão!

E criança? Também não faltou! Pelo menos uma esteve presente! Mas não foi sozinha! Estava acompanhada dos pais, felizmente! Afinal, ela só tem 5 anos, embora apresente desenvoltura e inteligência de bem mais! A alegria dessa pequena mocinha foi se encontrar com a companheira de meu irmão: as duas se tornaram fãs recíprocas! Brincam e se divertem, sem se importarem com a diferença etária. A brincadeira da vez foi se chamarem de “Batata”. Aliás, batata frita de qualidade, não falta ali naquele espaço! Uma maravilha! Gratidão à família que se esforçou por estar presente!

E por falar em presente! Até presente de Natal que estava atrasado, eu não apenas entreguei (para a amiga de minha irmã que mora nos EUA), como também recebi um bordado diretamente por mãos hábeis que copiaram, para meu deleite, um motivo que foi feito ainda na minha juventude, por minha mãe, num jogo de lençol e fronha, à época, bordado em ponto cruz. Só alegria! Mas vieram mais presentes e a promessa da localização de alguns outros perdidos na casa dessa minha amiga, resultado de mudança de país, de profissão e de estilo de vida, creio. Gratidão!

Teve outra família, não com uma criança, mas uma moça linda! O amigo-irmão de um de meus primos foi acompanhado de esposa e filha, especificamente para me prestigiarem, numa nítida valorização de meu esforço por produzir uma obra e, finalmente, conseguir publicá-la. Gratidão!

Teve marido acompanhando esposa, esposa acompanhando marido; teve marido desacompanhado porque a esposa está curtindo a Europa; teve gente que nem se preocupa com o fato de ter um ou uma acompanhante. Foi uma só alegria que, felizmente, coube em uma noite e, igualmente, dentro de meu coração e este sim, agora eu acredito que é grande! Gratidão!

Teve gente que não usa WhatsApp e, por isso, foi convidado por e-mail, não me respondeu, mas fez a gentileza de comparecer e, pacientemente, esperar para ser autografado por último o seu exemplar do meu livro “Onde só há noite”. Houve muita espera, mas também uma prosa que não acabava mais com a minha família na mesa ao lado da minha. Gratidão!

Por falar em mesa, muitas foram juntadas para a formação dos grupos e a reunião para a resenha foi uma alegria só. Daí o burburinho que eu expressei logo no início desta crônica! Gratidão pelas vozes que expressaram também a minha alegria por tê-los todos ali numa sintonia harmônica (adoro a palavra!)!

Não consegui dar a devida atenção a todos, mas expresso aqui, neste singelo texto, o meu sentimento de muita felicidade por uma noite tão repleta de boas vibrações! Até promessa de curso de encadernação teve (para julho ainda!), além da certeza de que sou importante na vida de alguém, que abre mão de ir ao estádio assistir ao time do coração, só para estar na noite de lançamento de meu primeiro livro de contos policiais! Gratidão!

Teve gente que, mesmo ausente, se fez presente: pelo pedido que alguém fosse portador(a) até o Cefet-MG, de um exemplar de meu livro, o qual, direto da sala de aula, foi adquirido por uma zelosa estudante de pós-graduação e, óbvio, prontamente respondi e fiz o devido encaminhamento. Gratidão!

Mensagens não faltaram no meu celular antes, durante e depois do evento, com justificativas pela ausência ao lançamento, numa sincera preocupação comigo e com o momento ímpar vivido. Sou grata a cada pessoa que valoriza a relação humana!

Convenhamos, é muita alegria, não é mesmo? Encerro aqui, este meu texto já bem longo, deixando expresso o meu agradecimento ao meu amigo (pressão alta!…) que não pôde comparecer, mas foi o responsável pela ponte que me levou até ao gentil proprietário de “O Casarão Burguer” que, juntamente com uma equipe impecável e amabilíssima, tão bem recebeu a mim, família, amigos, convidados e outros clientes, que ali estiveram não por minha causa, mas pela boa energia que transborda nesse espaço de luz (que transpõe o neon). Gratidão!

Moba Nepe Zinid – 16 abr. 2026